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domingo, 27 de novembro de 2016
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
sábado, 5 de dezembro de 2015
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Apresentação de trabalhos
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Eventos
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Materiais Para Alunos com Necessidades Especiais
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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
Didactic sequences, critical literacy and multimodality in English language teaching at High School.
Juliana Barbosa dos SANTOS
Giuseppe Andrew Ferreira DANTAS
Felipe Adunbi Rocha NOVAES
PIBID-CAPES-UFPB grantees
Carolina RODRIGUES
supervising teacher
Angélica MAIA
Subproject coordinator
The PIBID Letras/Inglês project (English
language course) developed by the Brazilian government at universities such as
UFPB (Universidade Federal da Paraíba), gives English teachers in initial
education the opportunity to teach first-year students in a public High School
in João Pessoa. The critical literacy approach (JORDÃO, 2013; MENEZES DE SOUZA,
2011), adopted by the PIBID Letras/Inglês project, intendsto work with literacy
practices during the lessons, which might help students to develop discourse
skills and critical reading. The English language works as an extra tool for
critical literacy development, since the students are exposed to a foreign
language and its contexts of use in addition to their own reality. In the
classroom, students are exposed to ideological speeches that should be noticed,
problematized and rethought. This approach is still new to English language
teaching; however, it meets the prospects of national legal frameworks as the
Curriculum Guidelines for High School - OCEM (BRAZIL, 2006), which supports a social-interaction perspective on foreign language teaching, promoting social inclusion and active citizenship. Based on these concepts, this
work aims to present the development of two didactic sequences based on
critical literacy (DOLZ, NOVERRAZ E SCHNEUWLY, 2001). They were developed and
implemented with multimodal materials (HERBELE, 2013) by the teachers in initial
education (interns) properly guided and supervised. The lesson plans that make
up the two didactic sequences were analyzed in order to find and highlight the
main aspects of the Critical literacy as the relationship
between content and context, development of
multimodal materials, critical reading of genres and activities that focus on
citizenship education.
Keywords: English language, didactic
sequence; critical literacy; multimodality; PIBID Letras-Inglês
MULTIMODALIDADE E LETRAMENTO CRÍTICO: EXPERIÊNCIAS DE ENSINO DE LÍNGUA INGLESA NO NÍVEL MÉDIO
MULTIMODALIDADE E LETRAMENTO CRÍTICO: EXPERIÊNCIAS DE ENSINO DE LÍNGUA
INGLESA NO NÍVEL MÉDIO
Felipe
Adunbi Rocha Novaes; Giuseppe Andrew Ferreira Dantas; João Francisco da Silva
Neto; Juliana Barbosa dos Santos; Carolina Rodrigues (supervisora); Angélica
Araújo de Melo Maia (coordenadora)
PIBID - Subprojeto Letras-inglês UFPB
Introdução
O objetivo deste trabalho é apresentar e discutir o
entendimento de futuros professores de língua inglesa em relação ao letramento
crítico (doravante LC) e a práticas de linguagem multimodais, a partir de aulas
minitradas em turmas de uma escola de ensino médio localizada na cidade de João
Pessoa-PB, no âmbito do subprojeto PIBID Letras-Inglês da Universidade Federal
da Paraíba. Para isto, buscamos estabelecer um diálogo com as OCEM – Línguas
Estrangeiras (BRASIL, 2006), apresentando as concepções de letramento e da
multimodalidade discutidas nesse documento, como também com outros referenciais
teóricos que discutem a transposição e abordagem do LC no contexto da educação
básica do Brasil.
A justificativa deste trabalho deriva das Orientações
Curriculares Nacionais OCEM – Línguas Estrangeiras (2006), que traz a
importância da discussão e reflexão sobre as estratégias de ensino voltadas às línguas
estrangeiras, como também, a importância do uso de novas tecnologias na sala de
aula, dentro de uma perspectiva de multimodalidade.
A abordagem sociointeracional,
valorizada nas OCEM, vem a complementar o processo iniciado pela abordagem
comunicativa cujo fim é a comunicação (TÏLIO, 2013). Assim, para que o processo
comunicativo seja eficiente entre indivíduos de diferentes culturas, se faz
necessário uma reflexão sobre os diferentes modos de pensar e entender hábitos
e valores que permitem uma interação social sensível ao universo de concepções
do outro; uma abordagem não colonizadora.
A construção de novas formas de
trabalho pedagógico sob este viés reflexivo aponta três aspectos como
necessários no ensino de línguas estrangeiras de acordo com Moita Lopes (2003
apud TÍLIO, 2013): a construção de uma base discursiva, desenvolvimento de uma
consciência crítica e o foco em temas transversais.
Estes temas (transversais) não estão
presentes em sala de aula por acaso; estão lá para dizer ao aluno que seu
contexto não é insignificante e o dos outros alunos também não. O conhecimento
construído pela abordagem destes temas contribui para o desenvolvimento de uma
consciência cidadã, ao incluir o aluno em um mundo globalizado em que tudo se
conecta e ao mesmo tempo se expressa dentro de universos particulares com suas
características próprias. Esses aspectos devem ser problematizados na aula de
língua inglesa, dentro de uma perspectiva de letramento crítico (BRASIL, 2006).
As quatro habilidades linguísticas
(ler, escrever, ouvir e falar) não são irrelevantes de modo algum para o
letramento crítico, mas não são o fim único. Além do desenvolvimento destas
habilidades, é importante incluir a habilidade de construir significados,
abrangendo os atos de ver, descrever, explicar, entender e pensar. Esta última
habilidade encontra seu canal de desenvolvimento nos multiletramentos através
de todas as suas modalidades (linguístico, visual, sonoro, não-verbal, digital,
multimodal, multicultural e crítico). A principal ferramenta de aplicação do
letramento crítico é o uso de gêneros discursivos que são diversificados e
autênticos como manifestações da língua, de acordo com Bakhtin (2003 apud
TÍLIO, 2013).
A partir das concepções elencadas
acima, cabe a nós profissionais de educação refletir sobre quais habilidades
estamos estimulando os nossos alunos a desenvolver. A diversidade de gêneros
discursivos estará sendo explorada de forma suficiente e os temas transversais
estão sendo abordados de modo a despertar uma consciência cidadã em sala de
aula de língua inglesa?
Por outro lado, a multimodalidade no
campo da linguagem deve ser compreendida como um aparato de estratégias
envolvidas na prática de leitura, incluindo recursos
representacionais além da linguagem verbal, havendo uma interação semântica
entre a fala, imagens, escrita, etc (HEBERLE, 2012).
Portanto, reforçamos aqui que o trabalho do professor não deva ser somente a
abordagem de temas relevantes com o uso de textos escritos ou falados, mas
também um trabalho que envolva outras modalidades de linguagem, como por exemplo:
expressões faciais de uma foto, a melodia de uma música, a trilha sonora de um
vídeo, as cores de uma pintura, etc.
Metodologia
Através de uma análise qualitativa de
cunho interpretativista, este trabalho tem como corpus de análise relatos/diários reflexivos produzidos por quatro
bolsistas no ano de 2015, buscando evidenciar as experiências e os
entendimentos em relação ao conceito de letramento crítico e às práticas
pedagógicas multimodais. O relato/diário reflexivo funciona aqui como gênero
acadêmico no qual futuros professores de língua inglesa têm a oportunidade de
refletir, confrontar e reconstruir teorias e práticas (SMYTH, 1991). Neste
sentido este trabalho procura a responder a tais questões: o que é e qual a
importância do letramento crítico? Como funciona a teoria e a prática do
letramento crítico e da multimodalidade em língua inglesa na escola pública, a
partir da experiência docente de um grupo de 4 professores em formação inicial
do Subprojeto Letras-Inglês da UFPB em uma escola de nível médio de João
Pessoa?
Resultados e Discussão
Para discutir a pergunta “o que é e
qual a importância do letramento crítico?”, destacamos os seguintes fragmentos
dos diários:
Essas questões nos fazem chegar assim até o conceito
de multiletramentos, com foco especial ao letramento crítico (LC), segundo o
qual os estudantes precisam ser empoderados, sendo incentivados ao uso da
língua(gem) de maneira crítica e responsável, tendo consciência do seu papel no
atual mundo globalizado, estando aptos para atuar nele (FA, junho 2015).
[...]
hoje a informação antes restrita se tornou abundante e o letramento
crítico tem seu direcionamento na
formação de indivíduos capazes de fazer escolhas que necessariamente não sejam
entre opostos mais por fatores mais favoráveis do que outros e para que isso
aconteça a familiaridade com os meios digitais se faz necessário (JF, fevereiro
2015).
Os fragmentos apresentados acima
representam a concepção desenvolvida pelos bolsistas envolvidos no projeto
sobre a utilização do letramento crítico em sala de aula. A presença de
expressões como “empoderados”; “incentivados ao uso da lingua(gem) de maneira
crítica” na primeira passagem e “indivíduos capazes de fazer escolhas” no segundo fragmento remete a uma sinergia no
que diz respeito à relação entre as metas pedagógicas do projeto e do
letramento crítico, já que ambos têm por finalidade formar os alunos para
participar de forma ativa na sociedade através do discurso.
Deste modo, durante as aulas ministradas pelos bolsistas, buscou-se
trabalhar os temas não somente a partir do ponto de vista da análise
linguística, mas também discutindo as ideias apresentadas, objetivando a
interpretação crítica por parte dos estudantes e seu posicionamento em relação
a mensagens transmitidas pelos textos propostos.
Para analisar o entendimento dos
bolsistas sobre como funciona a teoria e a prática do letramento crítico e da
multimodalidade em língua inglesa na escola pública, partimos dos fragmentos
abaixo:
Para tanto, julgo ser essencial a etapa relativa ao
planejamento da aula, na qual se pode pensar em formas de a partir do nível da
turma, encaixar assuntos que possam explorar esta capacidade e assim paralelo
ao ensino do inglês, desenvolva também a consciência crítica no aprendiz (FA, junho
2015).
Quanto
mais leio e aprendo sobre LC, mais percebo quão grande é a responsabilidade que
temos. Formar cidadãos críticos, empoderados, capazes de interagir em diversos
contextos e fazer uso de diversos meios de comunicação (JB, junho 2015).
É possível perceber que a atuação do professor, sob uma perspectiva de
LC, entendido por JB, envolve práticas de multimodalidade, pois para o aluno
ser capaz de interagir e fazer uso de diversos meios comunicativos, é
indispensável o trabalho com a linguagem em seus diversos modos (oral, escrito,
digital, etc), e de forma frequente. Sendo assim, surge uma questão relevante e
recorrente quando se trata de desenvolver um trabalho sob uma perspectiva
multimodal. Quais recursos utilizar e como utilizá-los? Segue a reflexão de JF
sobre essas questões:
Tablet, celular, smartphone, blogs, vlogs, etc. Todos estes
canais são utilizáveis em sala de aula, mas temos que levar em consideração que
muitas vezes a sala de aula não está aberta a invasão digital. O uso de
celulares em salas de aula é proibido na maioria das escolas, os tablets apesar de sua
multifuncionalidade demanda uma preparação dos professores titulares sobre seu
uso, smartphones admitem aplicativos educativos, mas podem servir de desculpa
para atividades paralelas e não didáticas por parte dos alunos e blogs e vlogs
demandam acesso à internet (JF, fevereiro 2015).
De acordo com as palavras de JF, todos os meios de comunicação são
utilizáveis em sala de aula; no entanto, segundo ele, a sala de aula nem sempre
se mostra receptiva a inovações tecnológicas e, como exemplo, ele remete ao uso
do celular, que, na maioria das escolas, é encarado como um problema e não como
um possível suporte educacional. Outra questão levantada pelo bolsista é o
despreparo dos professores em relação ao uso de mídias digitais e, isso
implica, também, em dificuldades no trabalho com a multimodalidade. Por fim, JF
ressalta um empecilho, infelizmente, comum ao contexto de escola pública que é
a falta de acesso à internet. É possível desenvolver um trabalho com multimodalidade
sem utilizar a internet; todavia, torna-se um trabalho restrito diante das
possibilidades que a internet pode proporcionar.
Por fim, trazemos dois fragmentos que parecem dar uma ideia abrangente da
compreensão de Letramento Crítico que guiou os bolsistas na experiência
pedagógica discutida nesse trabalho:
Após
diversas leituras realizadas ao longo desse um ano e meio, posso aqui colocar
com minhas próprias palavras o que eu entendo por letramento crítico e de que
forma ele me beneficiou nas minhas aulas. Letramento
crítico consiste em uma abordagem na qual o professor tem como objetivo
essencial fazer com que o aluno se engaje discursivamente no mundo letrado,
agindo de maneira crítica diante da leitura dos discursos que a língua e
linguagem constroem. Devemos entender que discurso não é algo fixo ou de
uma verdade concreta, estamos levando em consideração aqui que discurso se comporta como uma ferramenta que
(re)constrói a realidade ao redor. O
ensino de língua de língua estrangeira entra nesse sentido: como uma segunda
oportunidade mais abrangente de expandir a visão crítica do aluno, uma vez que
este entra em contato com outra realidade discursiva estabelecida através do
diálogo entre a realidade materna e a realidade estrangeira (os discursos que
nelas estão permeados). Devemos mencionar que o aluno é aqui visto como um sujeito transformador da realidade, sujeito
este que é questionador da sua realidade e das diferentes formas de leituras
que circulam o mundo globalizado e letrado oferece (GG, junho 2015).
O aluno passa por momentos em que ele necessita:
reconhecer o código linguístico; decodificar, mesmo que por alguma forma de
tradução ou de leitura não verbal; Compreender e interpretar a função daquele
gênero, a “mensagem do texto” que, permeados em uma noção de construção de
sentido, não é única ou concreta, mas sim suscetível a inúmeras interpretações
cabíveis e negociáveis, por fim, um momento de transferência social para a sua
realidade. Esta última deve ser levada bastante em consideração, pois engloba o
texto que deve ser escolhido e a atividade que com ele dialoga, representando
assim uma maior relação entre o letramento e a vida do aluno como agente
social, crítico e transformador da realidade (GG, fevereiro 2015).
As passagens destacadas remetem ao entendimento que o bolsista possui em relação
à multimodalidade e ao letramento, sendo imprescindível um planejamento
satisfatório, para que estes conceitos possam de fato cumprir as metas almejadas.
Ele ainda discute a importância de trazer à tona a relação entre a língua
estrangeira e a língua materna, para possibilitar o engajamento discursivo e a
reflexão geradora que busca transformar o modo dos alunos atuarem/agirem no
mundo.
Do ponto de vista pedagógico, o trabalho com a multimodalidade e letramento
crítico demanda o planejamento de atividades, apoiadas em textos de diferentes
gêneros, que envolvem a decodificação da linguagem, a interpretação e
compreensão do gênero, a negociação de sentidos, como também é preciso que o
aluno estabeleça uma relação entre os sentidos construídos e sua realidade,
para ser capaz de agir pela linguagem no seu mundo social, de forma crítica e
transformadora, tal como defendido no segundo fragmento acima.
Conclusões
A proposta pedagógica implementada
pelo subprojeto PIBID Letras- Inglês, alinhando-se aos objetivos de ensino e
aprendizagem de línguas propostos pelas Orientações Curriculares Nacionais para
o Ensino Médio - Língua Estrangeira, motivou a implementação de uma nova prática
docente na escola atendida, que incluiu um processo pedagógico diferenciado,
voltado ao desenvolvimento da criticidade e da formação ética dos estudantes. Quanto
ao uso de recursos tecnológicos e multimodais nas aulas, os bolsistas reconhecem
a sua necessidade e relevância, e por isso buscaram incorporar esses recursos
nas aulas. A exploração intencional e planejada desses recursos, aliados ao
trabalho com o letramento crítico, têm contribuído para aulas mais dinâmicas e
ampliado o interesse dos alunos na língua inglesa.
Referências
BRASIL,
Orientações Curriculares para o Ensino Médio. Brasília: Ministério da Educação,
Secretaria de Educação Básica, 2006. Disponível
em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/book_volume_01_internet.pdf Acesso em: 19/10/2015.
HEBERLE,
Viviane. Multimodalidade e Multiletramento: Pelo Estudo da Linguagem como
Prática Social Multissemiótica, In: SILVA, Kleber at al. (orgs.), A Formação de
Professores de Línguas: Novos Olhares. Volume II. Campinas, SP: Pontes Editores, 2012, p.83-106
SMYTH, J. Developing and sustaining
critical reflection in teacher education. Journal of Teacher
Education, XXXX, 2, 2-9.
TILIO, Rogério. Repensando a
abordagem comunicativa: multiletramentos em uma abordagem consciente e
conscientizadora. In: ROCHA, Cláudia
Hilsdorf e MACIEL,
Ruberval Franco (Orgs.). Língua estrangeira e formação cidadã:
por entre discursos e práticas. 1ed. Campinas-SP: Pontes, 2013, p.51-67.
O professor em construção e a escrita de diários reflexivos: a experiência formativa dentro de um subprojeto PIBID Letras-Inglês
Juliana Barbosa dos Santos¹
Giuseppe Andrew ferreira Dantas²
Angélica Araújo de Melo Maia de Araújo³
[1] Licencianda
em Letras-Inglês da Universidade Federal da Paraíba. E-mail: julisantos7@gmail.com
[2]
Licenciando em Letras-Inglês da Universidade Federal da Paraíba. E-mail: giuseppeafd@live.com
[3] Professora do Departamento de Letras Estrangeiras Modernas da Universidade Federal da Paraíba. E-mail: angelica.maia@gmail.com
RESUMO
Vivemos
uma época de muitas transformações. Por isso, faz-se necessária a formação de
profissionais de mentes mais flexíveis, que sejam capazes de enfrentar mudanças
e oferecer respostas efetivas aos novos desafios. Assim como os demais
profissionais, o professor também precisa tornar-se mais reflexivo e crítico.
Diante dessas constatações, a escrita de relatos/diários reflexivos (REICHMANN,
2013) é uma prática constantemente adotada em cursos de formação de
professores. O diário reflexivo pode ser compreendido como um gênero discursivo
cujo objetivo é dar voz ao professor, permitindo, “através da interlocução
mediada pela escrita, criar mecanismos e espaços de reflexão sobre teorias e
práticas que constituem os modos individuais e coletivos de compreensão e
produção/reprodução deste campo de trabalho” (SIGNORINI, 2006, p 54). Com
relação às suas contribuições e funções, os diários são concebidos como um
espaço para evidenciar ansiedades e incertezas de professores, gerando novas
ações e práticas educacionais; promover a conscientização de ações e a
autorreflexão; registrar experiências; promover a transformação e reflexão
crítica do sujeito. Por valorizar as contribuições da escrita de diários na
formação docente, o Subprojeto PIBID – Letras/Inglês da Universidade Federal da
Paraíba considera necessária a escrita de diários reflexivos pelos bolsistas.
Assim, este trabalho tem o objetivo de analisar os diários de bolsistas desse
subprojeto, a fim de discutir os impactos dessa prática para a formação
docente. A metodologia consiste em uma análise qualitativa de diários
produzidos por 10 professores de língua inglesa em formação inicial envolvidos
no projeto supracitado no período de 2014 a 2015, para perceber de que forma
essa escrita tem contribuído para a construção da identidade desses
professores. A partir das primeiras
análises realizadas, observamos que o tema mais recorrente nos diários foi a
regência nas escolas e que, a princípio, o gênero diário reflexivo foi usado
mais como um instrumento de descrição do que de reflexão sobre as aulas. As reflexões mais aprofundadas estão nos
diários mais recentes, nos quais os bolsistas expressam suas frustrações e
conquistas de forma mais crítica e reflexiva, o que permite que eles
identifiquem procedimentos e atividades que facilitam ou não o trabalho docente
e a aprendizagem dos alunos. É nesse momento em que percebemos o maior impacto
dos diários na formação inicial, pois os bolsistas começam a usar a linguagem
como ferramenta para a descoberta de possibilidades e impossibilidades de
atuação profissional e essas descobertas provocam mudanças no seu agir dentro e
fora da sala de aula.
Palavras-chave:
diário reflexivo; formação de professores; PIBID.
Teacher education and the writing of reflective
journals: the formative experience inside a PIBID Letras-Inglês project
ABSTRACT
We live in a period of many changes. For that reason, it
is necessary to train professionals whose minds are more flexible, who are able
to face changes and offer effective responses to those new challenges. As many
professionals, teachers need to be more flexible and critical. In light of those ideas, writing reflective
journals (REICHMANN, 2013) is one of the practices that have been often adopted
in teacher’s education courses. Reflective journals are considered as a
discursive genre whose main goal is
giving voice to teachers, allowing them, “through the interlocution mediated by
the practice of writing, to create mechanisms and space of reflection on
theories and practices that constitute both personal and collective modes of
comprehension and (re)production on this work field” (SIGNORINI, 2006, p 54). In
relation to contributions and functions, reflective journals are conceived as a
space for revealing teachers’ anxieties and uncertainties, reproducing new
actions and educational practices; promoting the awareness of actions and
self-reflection; registering experiences; promoting the individual’s
transformation and critical reflection. Recognizing the value of writing
reflective journals for the teacher education process, the Letras PIBID project
(English language course) at Universidade Federal da Paraíba considers it
necessary the writing of reflective journals by the teachers in initial
education who are members of the project. Thus, the main goal of this poster
consists in analyzing the journals produced within the project in order to
discuss their impact on the initial education of teachers. The methodology
consists in the qualitative analysis of reflective journals produced by 10
English teachers in initial training who worked for the above mentioned program
during the period of 2014 and 2015, with the aim of identifying how the writing
of journal has contributed to the construction of their teacher identity. The journals
were written every week during 2014 and every month in 2015. The first analysis
indicates that the most frequent theme observed in the journal was the process
of giving lessons at public school. At first, the reflective journals were used
as descriptive tools and not as instruments of reflection of the practice. Deeper
reflections have been developed by teachers in the most recent journals. In
those journals, teachers express their frustrations and achievements in a more
critical and reflective way, and that allows them to identify what procedures
and activities might facilitate or not the teacher’s job and student’s
learning. At that point, we could notice the most relevant impact of the
journals on initial teacher education, once the students started using the
language as a tool for identifying the possibilities and impossibilities of
professional action. Such findings provoke changes in their performance as
teachers both inside and outside classroom.
Key-words: reflective journals; teachers training; PIBID
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
Ana Maria SOUZA (professora
supervisora EEEM Escritor José Lins do Rego)
Janaíne dos Santos ROLIM (bolsista
PIBID-CAPES/UFPB/Letras-Inglês)
Janine dos Santos ROLIM (bolsista
PIBID-CAPES/UFPB/Letras-Inglês)
Juliana de Souza Cavalcanti da SILVEIRA (bolsista
PIBID-CAPES/UFPB/Letras-Inglês)
Mariane Bezerra MAIA (bolsista
PIBID-CAPES/UFPB/Letras-Inglês)
Francisca Raquel Alves MOREIRA (bolsista PIBID-CAPES/UFPB/Letras-Inglês)
Maura Regina da
Silva DOURADO (orientadora PIBID-CAPES/UFPB/Letras-Inglês)
Contributions provided by music oriented activities in
the EFL classroom have long been raised in the EFL teaching literature. It is
known that such contributions extend beyond the development of the four skills
and, therefore, challenge beliefs such as “English is difficult”, “I cannot
speak in English”, “Why is English important for?” and “I can barely speak
Portuguese, let alone English”. Realized within the context of The Scholarship Program Initiation in English Teaching
(PIBID/CAPES) and driven by the school supervisor’s own project entitled Importância
da música no Ensino da Língua Inglesa como Segunda Língua (SOUZA, 2015), the teachers to be started bringing
songs to their classes to enhance student’s critical literacy, language skills
and motivation. The aim of this study is then to report the authors’ teaching
experience in the regular education classroom and shed the light on the
contributions of music in the target context. To this end, it will be presented
a snippet of three song activities.
According to Vicentini and Basso (2008), when song is associated to EFL learning,
teachers provide situations and experiences that guarantee the expressiveness
and learning of students. The results show that when songs related to main
social EFL themes were brought to class and used as tools to enhance student’s
critical literacy, develop their language skills, the target students seemed to
care and get engaged with the issues being discussed and motivated to take part
in the ongoing discussion.
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
domingo, 28 de junho de 2015
I Encontro de Formação Docente em Línguas e IV MOCIPAL (UEPB-Campina Grande): apresentações
O I Encontro de Formação Docente em Línguas e IV MOCIPAL foi realizado na UEPB em Campina Grande entre os dias 15 e 17 de abril e contou com a participação de alguns bolsistas do subprojeto que apresentaram trabalhos na sessão coordenada pelas coordenadoras "Letramento Crítico na sala de aula de língua estrangeira e construção identitária do professor em formação" e ainda houve outro trabalho na sessão coordenada "Reflexões docentes de (futuros) professores de Línguas". Abaixo encontram-se as apresentações:
- Letramento Crítico numa proposta de sequência didática de Língua Inglesa - Alyne Gomes e Maura Dourado
- Compartilhando saberes do campo de estágio em Letras Estrangeiras: a experiência do Seminário de Estágio Supervisionado da UFPB - Alyne Gomes, Gabriela dos Santos e Angélica Maia
I Encontro de Formação Docente em Línguas e IV MOCIPAL (UEPB-Campina Grande): Resumos aceitos
O I Encontro de Formação Docente em Línguas e IV MOCIPAL foi realizado na UEPB em Campina Grande entre os dias 15 e 17 de abril e contou com a participação de alguns bolsistas do subprojeto que apresentaram trabalhos na sessão coordenada pelas coordenadoras "Letramento Crítico na sala de aula de língua estrangeira e construção identitária do professor em formação" e ainda houve outro trabalho na sessão coordenada "Reflexões docentes de (futuros) professores de Línguas". Abaixo encontram-se os resumos aceitos:
- Letramento Crítico numa proposta de sequência didática de Língua Inglesa - Alyne Gomes
- Compartilhando saberes do campo de estágio em Letras Estrangeiras: a experiência do Seminário de Estágio Supervisionado da UFPB - Alyne Gomes, Gabriela dos Santos e Angélica Maia.
- ANSIEDADE NO PROCESSO DE FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES DE LE - Janine Rolim e Janaine Rolim.
quarta-feira, 22 de abril de 2015
Oficina de avaliação e elaboração ENEM - Simulando o ENEM: entre teoria e prática
As professoras Maria Ester Vieira de Souza e Maria das Graças Carvalho realizaram Oficina sobre o ENEM no dia 22 de abril, ocasião em que apresentaram a Matriz de Referência para o ENEM, discutiram os conceitos de Competência e Habilidades, que devem nortear as questões, analisaram questões tanto em seus aspectos conteudísticos quanto em aspectos formais e conduziram o trabalho das equipes de elaboração de uma questão para análise do grupo. O subprojeto Letras- Inglês foi representado pelas bolsistas Janine Rolim e Brenda Pontes (turno da manhã) e por João Francisco Neto (turno da tarde), além das coordenadoras Maura Dourado (manhã e tarde) e Angélica Maia (tarde).















